5 de outubro de 2010

Sobre chicletes

Há alguns posts atrás estava pensando no que fazer com meu salário. Então, por fim, decidi comprar uma coisa que queria a muito tempo mesmo: uns chicletes super famosos que eu adorava quando era criança! Gente, não são só chicletes! São aqueles com um caldinho de fruta por dentro, bom pra fazer bola (que adoro!) e que duram uma cara! Na primeira conveniência que encontrei na hora do almoço comprei logo uns cinco, feliz da vida por ter o gostinho da minha infância em mãos. Mas a minha grande decepção começou pelo tamanho: pareciam tão menores... Mas, tudo bem, vale pelas outras qualidades. O gosto ainda é o mesmo, mas não dá pra fazer bola mais! Que absurdo! Logo ele que era o melhor! Bom, mas pelo menos vou mascar um chiclete por umas duas horas (Huashuash!). 10 minutos e fim. Fiquei tão chateada...
Percebi que tem coisas na nossa vida que não voltam mesmo, não adianta! O chiclete só serviu de instrumento epifânico pra me mostrar que os bons momentos que vivi quando era uma menininha não podem ser copiados, não terão o mesmo sabor porque estão acontecendo em um contexto totalmente diferente. A mesma coisa da espuma do refrigerante das minhas festas, do bombom comprado e dividido com outra pessoa, do pastelzinho de todas as terças da faculdade... Até podemos tentar reviver, mas sempre faltará uma companhia, um gesto ou até mesmo a nossa inocência diante dos fatos.
Talvez porque quando era menina não podia ter O chiclete quando eu queria, ele fosse tão bom... (Engraçado como isso serve pra outras situações tão atuais na minha vida)

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